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A Interpretação das Línguas na Idade Média

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A Interpretação das Línguas na Idade Média

Por Francis X. Gumerlock

Antifona, Vol. 10,2 (2006)

Introdução: Muitos cristãos hoje, especialmente aqueles familiarizados com o movimento carismático, entendem “o dom de línguas” como um discurso extático: sons e sílabas que se acredita serem proferidos por um cristão sob a direção do Espírito Santo. O significado desses sons e sílabas, entretanto, é completamente ininteligível para o falante e a maioria dos ouvintes. A compreensão de tal declaração, concedida a pelo menos um ouvinte, requer uma intervenção direta adicional do Espírito Santo. Este segundo dom de uma compreensão imediata da expressão glossolálica é frequentemente referido como "o dom de interpretação de línguas".

Os comentaristas medievais da Bíblia entendiam o dom da interpretação de línguas de maneira bem diferente. Este artigo examina como os cristãos na Idade Média interpretaram a frase, “a outro é dada interpretação de línguas” (1 Cor 12:10), e então traz suas interpretações para um diálogo com o Cristianismo contemporâneo. Sob consideração estão oito comentários, do século IX ao XIII, em 1 Coríntios 12:10. Estes incluem os comentários de teólogos medievais conhecidos como Lanfranc de Bec (falecido em 1089), o Mestre das Sentenças, Peter Lombard (falecido em 1164) e o Doutor Angélico, Tomás de Aquino (falecido em 1274).


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